| Capital | ||
| Belo Horizonte | ||
| Gentílico | ||
| mineiro | ||
| População | ||
| 17 891 494 (Censo Demográfico 2000 - IBGE) | ||
| Área | ||
| 586 624 km² | ||
| Densidade demográfica | ||
| 30,4 hab./km² | ||
| Localização | ||
| centro-norte da região Sudeste do Brasil | ||
| Limites | ||
| Hora local | ||
| horário de Brasília | ||
| No início da colonização, a região que corresponde ao atual estado de Minas Gerais não despertava o interesse dos colonizadores portugueses. Somente alguns canaviais e engenhos de açúcar foram implantados. Apenas no final do século XVII, as atenções se voltaram para esse estado, graças à descoberta das minas de ouro e de diamantes pelos bandeirantes paulistas. A mineração tornou-se a principal atividade do Brasil colônia. Milhares de colonos se dirigiram para a região das minas e vilas, como Vila Rica e Mariana, fundadas nessa época. Em fins do século XVII, conflitos entre os colonos e a administração portuguesa agitaram Minas Gerais, levando, no começo do século XVIII, à chamada Guerra dos Emboabas (1708-1709) e a outras revoltas. Ao longo de todo o século XVIII, esses conflitos cresceram à medida que a extração de ouro e a fiscalização da Coroa na colônia aumentavam. Em meados desse século, a produção de ouro começou a declinar, mas a Coroa continuava a exigir uma quantidade crescente do metal, dando origem a mais conflitos. A Inconfidência Mineira de 1789, em que se destacou a atuação de Tiradentes, reivindicava, entre outras causas, impostos menores sobre a extração de ouro. Além disso, propunha a independência de Minas Gerais em relação a Portugal. Porém, os inconfidentes foram duramente reprimidos e sua causa, derrotada. Minas Gerais apoiou o movimento de independência do Brasil e, durante o período colonial, conseguiu recuperar-se economicamente. Ocorreu a expansão do cultivo de café, e a província começou a se destacar nacionalmente na produção de leite e na criação de gado. Durante os primeiros anos da República, Minas Gerais detinha com São Paulo o núcleo do poder no Brasil, por intermédio da política do “café-com-leite”, que consistia na ocupação sucessiva da presidência do país pelos dois estados. Terminada a Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha (1889-1930), Minas Gerais teve diminuído o seu papel político no cenário nacional e passou a se destacar apenas como fornecedor de matérias-primas para outros estados do Brasil. O processo de industrialização no estado de Minas seria alavancado após a instalação do Regime Militar, em 1964, que contou com o apoio de políticos mineiros. A partir de então, a indústria desenvolveu-se aceleradamente, sobretudo nos setores têxtil e químico. No início do século XXI, Minas Gerais é o estado brasileiro que mais investe na construção de usinas hidrelétricas |
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| Relevo | ||
| Em Minas Gerais, predominam planaltos com escarpas e chapadas (Planaltos e Serras de Leste-Sudeste e Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná). No centro, aparece a Depressão do São Francisco. | ||
| Hidrografia | ||
| Os rios do Triângulo Mineiro e do sul de Minas pertencem à Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, sendo o Paranaíba e o Grande os principais afluentes. A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco drena o centro do estado. O rio das Velhas é o principal afluente. Na Zona da Mata, destacam-se os rios Doce e Paraíba do Sul, que fazem parte das Bacias Costeiras do Sudeste. No nordeste de Minas, aparecem cursos d’água que compõem as Bacias Costeiras do Nordeste Oriental, como o Jequitinhonha e o Mucuri. | ||
| Clima | ||
| Na maior parte de Minas Gerais, o clima é tropical. No sul do estado, aparece o clima tropical de altitude. As temperaturas oscilam entre 16 ºC, na região serrana, ao sul, e 26 ºC, ao norte. A precipitação média anual varia entre 1 500 mm e 2 500 mm no sul e no oeste do estado, chovendo principalmente no verão. No norte, mais seco, as chuvas são mais escassas: de 750 mm a 1 500 mm anuais. | ||
| Vegetação | ||
| Originalmente, três formações vegetais recobriam o estado: florestas tropicais, cerrado e caatinga. No sul de Minas e na Zona da Mata, predominavam as florestas tropicais, como a Mata Atlântica. No Triângulo Mineiro e no vale do São Francisco, a vegetação típica é o cerrado (que aparece em manchas em todo o estado). No norte e no nordeste, principalmente no vale do Jequitinhonha, aparece a caatinga. | ||
| As principais atividades econômicas baseiam-se na agricultura, na pecuária, na mineração e na indústria (especialmente metalúrgica). | ||
| Agricultura | ||
| Os principais produtos agrícolas cultivados em Minas Gerais são a laranja (2,8 bilhões de frutos), o abacaxi (369 milhões de frutos), a cana-de-açúcar (18 milhões de toneladas), o milho (4 milhões de toneladas), a soja (1,3 milhão de toneladas), a batata-inglesa (851 mil toneladas) e o café (1,6 milhão de toneladas). | ||
| Pecuária | ||
| O rebanho suíno soma 3 milhões de cabeças; o bovino, 20 milhões; e o ovino, 123 mil. A criação de galináceos alcança 78,5 milhões de aves. | ||
| Extrativismo | ||
| Em Minas Gerais, há importantes jazidas de rocha fosfáltica, diamante, ferro, ouro, manganês e zinco. Além disso, o estado mantém uma significativa exploração de água mineral (aproximadamente 260 milhões de litros anuais). | ||
| Indústria | ||
| Os três principais setores da indústria mineira, segundo maior polo industrial brasileiro, são os de extração mineral, de siderurgia e de extração madeireira. Além disso, o estado abriga importantes indústrias têxteis e automobilísticas. | ||
| Turismo | ||
| Minas Gerais detém uma parte muito expressiva do acervo arquitetônico nacional, principalmente nas chamadas cidades históricas (Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina). As belas serras mineiras são ideais para o ecoturismo. Há também importantes estações de águas no sul do estado. A cozinha mineira, apreciada nacionalmente, é outro ponto forte. | ||
| Transportes | ||
| Minas Gerais conta com 264,9 mil quilômetros de rodovias, sendo 11 mil federais, 14,6 mil estaduais e o restante, municipal. A distribuição das estradas pavimentadas reflete as desigualdades entre as regiões sul e norte do estado. Na primeira, a malha viária é mais densa. | ||